segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Uma estória não verdadeira ... "… E Depois Fez-se Luz"

Uma estória não verdadeira ...


"… E Depois Fez-se Luz"


14Out E depois fez-se Luz_ms


Era uma manhã cinzenta e chuvosa numa pequena cidade perdida no interior.


Joaquim, um homem de meia idade, levantava-se da sua cama com um enorme bocejo.


Ele olhou pela janela e viu que o dia não prometia muita animação.


- Outro dia nublado. Que tédio! - exclamou Joaquim.


Ele caminhou preguiçosamente até à cozinha em busca do seu café da manhã.


Quando chegou lá, deu de cara com a sua esposa Dona Raquel, reclamando como sempre.


- Joaquim, você não pode continuar dormindo até tão tarde! Tem que começar o dia cedo para aproveitar melhor - ralhou Dona Raquel.


- Ora, meu bem, é sábado! Deixe-me curtir um pouco o meu descanso, está bem?" - respondeu Joaquim com um suspiro.


De repente, um forte clarão iluminou a cozinha, seguido de um estrondo ensurdecedor.


- Ai, meu Deus! O que foi isso? - gritou Dona Raquel assustada.


Joaquim correu até a janela e viu que em toda a vizinhança as luzes haviam-se apagado.


- Parece que houve uma queda de energia. Que azar o nosso!" - lamentou-se Joaquim.


Os dois ficaram alguns minutos no escuro, irritados com a situação.


Até que Dona Raquel teve uma brilhante ideia.


- Já sei! Vamos acender umas velas e fazer um piquenique na sala. Assim pelo menos divertimo-nos um pouco - sugeriu ela.


Joaquim olhou para a esposa surpreso, mas logo concordou com a proposta.


Os dois puseram-se a arrumar a sala com as velas e uma toalha no chão, transformando-a num aconchegante cenário.


Quando tudo estava pronto, Dona Raquel e Joaquim sentaram-se no chão e começaram a comer as suas sandes.


Para a surpresa de ambos, aquele momento de penumbra tornou-se muito mais agradável do que imaginavam.


As chamas das velas criavam uma atmosfera acolhedora, que os fazia esquecer do tédio inicial.


Eles conversaram, riram e até mesmo dançaram um pouco, aproveitando a ausência de luz.


Ao final da tarde, quando a energia elétrica finalmente voltou, Joaquim e Dona Raquel olharam-se e sorriram.


- Viu, meu amor? Até que essa falta de luz não foi tão ruim assim - disse Dona Raquel.


- Tem razão, querida. Às vezes, é preciso que tudo fique escuro para que possamos enxergar a verdadeira luz - concluiu Joaquim, dando um beijo apaixonado à sua esposa.


.


E assim, naquela tarde cinzenta, o casal descobriu que a melhor luz vem de dentro de nós mesmos.


.


Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva


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Uma estória não verdadeira ... "… E Depois Fez-se Luz"

Uma estória não verdadeira ...


"… E Depois Fez-se Luz"


14Out E depois fez-se Luz_ms


Era uma manhã cinzenta e chuvosa numa pequena cidade perdida no interior.


Joaquim, um homem de meia idade, levantava-se da sua cama com um enorme bocejo.


Ele olhou pela janela e viu que o dia não prometia muita animação.


- Outro dia nublado. Que tédio! - exclamou Joaquim.


Ele caminhou preguiçosamente até à cozinha em busca do seu café da manhã.


Quando chegou lá, deu de cara com a sua esposa Dona Raquel, reclamando como sempre.


- Joaquim, você não pode continuar dormindo até tão tarde! Tem que começar o dia cedo para aproveitar melhor - ralhou Dona Raquel.


- Ora, meu bem, é sábado! Deixe-me curtir um pouco o meu descanso, está bem?" - respondeu Joaquim com um suspiro.


De repente, um forte clarão iluminou a cozinha, seguido de um estrondo ensurdecedor.


- Ai, meu Deus! O que foi isso? - gritou Dona Raquel assustada.


Joaquim correu até a janela e viu que em toda a vizinhança as luzes haviam-se apagado.


- Parece que houve uma queda de energia. Que azar o nosso!" - lamentou-se Joaquim.


Os dois ficaram alguns minutos no escuro, irritados com a situação.


Até que Dona Raquel teve uma brilhante ideia.


- Já sei! Vamos acender umas velas e fazer um piquenique na sala. Assim pelo menos divertimo-nos um pouco - sugeriu ela.


Joaquim olhou para a esposa surpreso, mas logo concordou com a proposta.


Os dois puseram-se a arrumar a sala com as velas e uma toalha no chão, transformando-a num aconchegante cenário.


Quando tudo estava pronto, Dona Raquel e Joaquim sentaram-se no chão e começaram a comer as suas sandes.


Para a surpresa de ambos, aquele momento de penumbra tornou-se muito mais agradável do que imaginavam.


As chamas das velas criavam uma atmosfera acolhedora, que os fazia esquecer do tédio inicial.


Eles conversaram, riram e até mesmo dançaram um pouco, aproveitando a ausência de luz.


Ao final da tarde, quando a energia elétrica finalmente voltou, Joaquim e Dona Raquel olharam-se e sorriram.


- Viu, meu amor? Até que essa falta de luz não foi tão ruim assim - disse Dona Raquel.


- Tem razão, querida. Às vezes, é preciso que tudo fique escuro para que possamos enxergar a verdadeira luz - concluiu Joaquim, dando um beijo apaixonado à sua esposa.


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E assim, naquela tarde cinzenta, o casal descobriu que a melhor luz vem de dentro de nós mesmos.


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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva


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