quarta-feira, 5 de novembro de 2025

"Os galináceos que pensavam que ainda era dia" (estória) – Mário Silva (IA)

"Os galináceos que pensavam que ainda era dia" (estória)


Mário Silva (IA)


05Nov 17e096627092282601aa357da103826e_ms


O Brilho Que Enganava os Corações


Naquele vilarejo aconchegante, onde as casas de pedra se aninhavam sob o olhar atento das montanhas e o perfume da terra molhada pairava no ar, havia um pequeno grupo de galinhas que viviam num engano peculiar.


Elas não eram como as outras, que se recolhiam ao anoitecer, buscando o calor e a segurança do galinheiro.


Para essas seis galinhas, o dia nunca parecia terminar de verdade.


.


Todas as noites, quando a grande lua amarela de Mário Silva surgia no céu azul-escuro, pintado de estrelas cintilantes, uma luz misteriosa espalhava-se pelo caminho de terra batida.


Não era a luz incisiva do sol, mas um brilho suave e dourado, que se refletia nas folhas amarelas caídas da árvore centenária à esquerda.


Para as galinhas, esse brilho era a promessa contínua do dia, um convite para explorar e ciscar.


.


Entre elas, destacava-se uma galinha de penas mais escuras, chamada Lumen.


Ela não era a mais jovem, nem a mais velha, mas possuía um olhar que parecia carregar a memória de incontáveis amanheceres.


Lumen sentia o frio da noite, a humidade da erva e o silêncio que o sol afastava.


Mas mesmo assim, algo a impelia a seguir o brilho, a caminhar pelo caminho iluminado pelas folhas douradas, como se o próprio chão estivesse aceso.


.


As outras galinhas, mais jovens e menos céticas, cacarejavam animadamente, espalhando as folhas, bicando o ar na esperança de encontrar um grão esquecido.


Para elas, aquele brilho era suficiente para alimentar a ilusão.


Elas moviam-se com uma despreocupação quase infantil, alheias ao escuro profundo que cercava a luz ténue.


.


Uma noite, uma brisa fria e cortante trouxe consigo o uivo distante de um cão, um som que gelou as penas das galinhas.


As mais jovens encolheram-se, o entusiasmo diminuindo em face do medo.


Foi então que Lumen, com uma coragem que ela não sabia que possuía, deu um passo à frente.


Ela não podia oferecer o calor do sol, mas podia oferecer sua presença.


.


Com um cacarejo suave, Lumen reuniu as outras, guiando-as para debaixo da copa da grande árvore.


As folhas amareladas penduradas nos galhos pareciam brilhar mais intensamente ali, como pequenas lanternas protetoras.


O tronco robusto da árvore oferecia um refúgio, uma sombra mais densa que a própria noite.


.


Ali, aninhadas juntas sob a luz que enganava os seus corações, as galinhas sentiram um calor diferente.


Não era o calor do sol, mas o calor da união, da proteção mútua.


Lumen observou a lua de Mário Silva, grande e serena, e compreendeu.


Talvez não fosse importante se era dia ou noite, se a luz era real ou apenas um reflexo.


O que importava era o que se fazia com essa luz, como ela podia unir e aquecer, mesmo no meio da escuridão.


.


Naquela noite, sob a luz enganadora que lhes parecia dia, as galinhas aprenderam que a verdadeira esperança não estava apenas na presença do sol, mas na capacidade de encontrar calor e segurança umas nas outras, independentemente da hora.


E Lumen, a galinha de olhar melancólico, sentiu uma paz que o sol de muitos dias nunca lhe havia proporcionado.


.


Estória & Pintura digital: ©MárioSilva


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"Os galináceos que pensavam que ainda era dia" (estória) – Mário Silva (IA)

"Os galináceos que pensavam que ainda era dia" (estória)


Mário Silva (IA)


05Nov 17e096627092282601aa357da103826e_ms


O Brilho Que Enganava os Corações


Naquele vilarejo aconchegante, onde as casas de pedra se aninhavam sob o olhar atento das montanhas e o perfume da terra molhada pairava no ar, havia um pequeno grupo de galinhas que viviam num engano peculiar.


Elas não eram como as outras, que se recolhiam ao anoitecer, buscando o calor e a segurança do galinheiro.


Para essas seis galinhas, o dia nunca parecia terminar de verdade.


.


Todas as noites, quando a grande lua amarela de Mário Silva surgia no céu azul-escuro, pintado de estrelas cintilantes, uma luz misteriosa espalhava-se pelo caminho de terra batida.


Não era a luz incisiva do sol, mas um brilho suave e dourado, que se refletia nas folhas amarelas caídas da árvore centenária à esquerda.


Para as galinhas, esse brilho era a promessa contínua do dia, um convite para explorar e ciscar.


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Entre elas, destacava-se uma galinha de penas mais escuras, chamada Lumen.


Ela não era a mais jovem, nem a mais velha, mas possuía um olhar que parecia carregar a memória de incontáveis amanheceres.


Lumen sentia o frio da noite, a humidade da erva e o silêncio que o sol afastava.


Mas mesmo assim, algo a impelia a seguir o brilho, a caminhar pelo caminho iluminado pelas folhas douradas, como se o próprio chão estivesse aceso.


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As outras galinhas, mais jovens e menos céticas, cacarejavam animadamente, espalhando as folhas, bicando o ar na esperança de encontrar um grão esquecido.


Para elas, aquele brilho era suficiente para alimentar a ilusão.


Elas moviam-se com uma despreocupação quase infantil, alheias ao escuro profundo que cercava a luz ténue.


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Uma noite, uma brisa fria e cortante trouxe consigo o uivo distante de um cão, um som que gelou as penas das galinhas.


As mais jovens encolheram-se, o entusiasmo diminuindo em face do medo.


Foi então que Lumen, com uma coragem que ela não sabia que possuía, deu um passo à frente.


Ela não podia oferecer o calor do sol, mas podia oferecer sua presença.


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Com um cacarejo suave, Lumen reuniu as outras, guiando-as para debaixo da copa da grande árvore.


As folhas amareladas penduradas nos galhos pareciam brilhar mais intensamente ali, como pequenas lanternas protetoras.


O tronco robusto da árvore oferecia um refúgio, uma sombra mais densa que a própria noite.


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Ali, aninhadas juntas sob a luz que enganava os seus corações, as galinhas sentiram um calor diferente.


Não era o calor do sol, mas o calor da união, da proteção mútua.


Lumen observou a lua de Mário Silva, grande e serena, e compreendeu.


Talvez não fosse importante se era dia ou noite, se a luz era real ou apenas um reflexo.


O que importava era o que se fazia com essa luz, como ela podia unir e aquecer, mesmo no meio da escuridão.


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Naquela noite, sob a luz enganadora que lhes parecia dia, as galinhas aprenderam que a verdadeira esperança não estava apenas na presença do sol, mas na capacidade de encontrar calor e segurança umas nas outras, independentemente da hora.


E Lumen, a galinha de olhar melancólico, sentiu uma paz que o sol de muitos dias nunca lhe havia proporcionado.


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Estória & Pintura digital: ©MárioSilva


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