sábado, 28 de março de 2026

MUDANÇA para a “HORA DE VERÃO” - À 1 hora passa para as 2 horas, na madrugada de dia 29 de março

 

MUDANÇA para a “HORA DE VERÃO”

À 1 hora passa para as 2 horas, 

na madrugada de dia 29 de março




A mudança da hora é um dos rituais mais debatidos em Portugal, ocorrendo duas vezes por ano.

Embora hoje pareça automático, esta prática tem uma história centenária e um impacto profundo no nosso bem-estar e economia.

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A Origem e o Porquê da Mudança

A introdução oficial da hora de verão em Portugal ocorreu em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial.

A Razão Histórica: O motivo principal foi a poupança de energia.

Na altura, o carvão era o combustível essencial e escasso devido ao esforço de guerra.

Ao adiantar o relógio, as populações aproveitavam mais horas de luz solar natural ao final do dia, reduzindo a necessidade de iluminação artificial e, consequentemente, poupando combustível.

Contexto Europeu: Portugal seguiu a tendência de países como a Alemanha e o Reino Unido, que tinham adotado a medida pouco antes.

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Ao longo do século XX, Portugal experimentou vários regimes horários (incluindo períodos em que tentámos a hora da Europa Central), mas desde 1997 que a mudança está harmonizada com a União Europeia: os relógios adiantam uma hora no último domingo de março e atrasam uma hora no último domingo de outubro.

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Benefícios da Hora de Verão

A principal vantagem da mudança para o horário de verão é a extensão da luz solar durante o período de lazer.

Bem-estar Social: Com o pôr do sol mais tardio, as pessoas tendem a passar mais tempo ao ar livre após o trabalho, o que favorece a prática de exercício e o convívio social.

Economia e Turismo: O setor do turismo e do comércio beneficia diretamente, pois os dias mais longos convidam ao consumo em esplanadas e atividades turísticas.

Segurança Rodoviária: Alguns estudos sugerem que a maior visibilidade durante as horas de maior tráfego ao final da tarde pode reduzir o número de acidentes.

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Efeitos Indesejáveis

Apesar das vantagens económicas, a mudança de hora é frequentemente criticada por especialistas em saúde devido ao impacto no ritmo circadiano (o nosso relógio biológico).

Perturbações no Sono: A perda de uma hora de sono na transição para o verão pode causar fadiga, irritabilidade e falta de concentração nos dias seguintes.

Impacto na Saúde Mental: Grupos mais sensíveis, como crianças e idosos, podem sentir dificuldades na regulação do apetite e do humor.

Poupança de Energia Irrisória: Atualmente, com a eficiência das lâmpadas LED e a mudança nos padrões de consumo (onde o ar condicionado gasta mais energia que a iluminação), muitos especialistas defendem que a poupança energética real é mínima ou nula.

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O Futuro da Mudança

O debate sobre o fim da mudança de hora continua em aberto na União Europeia.

Embora tenha havido uma proposta para abolir este sistema em 2021, a decisão tem sido adiada, e Portugal mantém-se fiel ao sistema atual, equilibrando a tradição histórica com as necessidades modernas de coordenação internacional.

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Texto & Vídeo: ©MárioSilva

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"Insónia" - John Jude Palencar

 


"Insónia"

John Jude Palencar



A obra "Insónia", do ilustrador e pintor americano John Jude Palencar, é uma representação surrealista e melancólica do estado de vigília forçada.

Conhecido pelo seu estilo que funde o realismo detalhado com elementos de fantasia sombria, Palencar transforma uma experiência comum numa imagem onírica e inquietante.

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A pintura apresenta uma cena isolada num ambiente vasto e despojado:

A Figura Central: Um homem jovem, de torso nu e vestindo calças brancas, flutua ou levita horizontalmente sobre um campo de erva seca.

Ele está numa posição que lembra a fetal, agarrando-se desesperadamente a uma almofada branca, com uma expressão de exaustão e desorientação.

O Livro: No chão, logo abaixo do homem, encontra-se um livro aberto onde se leem claramente as letras "Z Z Z".

O livro parece ter caído ou ter sido abandonado após uma tentativa frustrada de conciliar o sono.

A Janela Flutuante: Atrás da figura, uma moldura de janela paira no ar, sem estar ligada a qualquer parede.

Através dela, vê-se um céu escuro com uma lua em quarto crescente, simbolizando a noite eterna de insónia.

Ambiente e Cores: A paleta é dominada por tons de ocre, castanho e terra, evocando uma sensação de secura e desconforto.

O horizonte é uma linha escura e plana sob um céu avermelhado, sugerindo o crepúsculo ou a madrugada.

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Análise Simbólica e Técnica

Palencar utiliza o surrealismo para tornar visível o peso psicológico da insónia:

A Levitação como Desconexão: O facto de o homem flutuar sugere que, durante a insónia, o corpo perde a sua "âncora" na realidade física.

É um estado de suspensão, onde não se está nem totalmente acordado, nem a dormir.

A Ironia do "Zzz": As letras no livro são uma referência irónica à representação clássica do sono.

Aqui, elas não representam o ronco ou o descanso, mas sim a teoria do sono que permanece presa nas páginas, inacessível ao protagonista.

A Janela sem Casa: A janela flutuante representa a vigilância constante.

O “insomníaco” está "preso" a olhar para a noite, mas não tem o abrigo de uma casa (ou de uma mente tranquila) para o proteger.

Iluminação: A luz incide de forma dramática sobre os tecidos brancos e a pele da figura, criando um contraste forte com o fundo escuro e árido, destacando a solidão da personagem no vasto "deserto" da noite.

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"Insónia" é uma metáfora visual poderosa sobre a fadiga e a alienação.

John Jude Palencar consegue capturar aquela sensação específica de quando o corpo está exausto, mas a mente recusa desligar-se, deixando o indivíduo à deriva num espaço liminar entre o dia e a noite.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: John Jude Palencar

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