segunda-feira, 24 de março de 2025

"A Jovem colhendo uma flor campestre" - Mário Silva (IA)

"A Jovem colhendo uma flor campestre"


Mário Silva (IA)


24Mar Colheita de uma flor_ms


A terra húmida beijava-lhe os pés descalços, e o vento, tímido, acariciava os fios soltos do seu cabelo.


A jovem ajoelhava-se diante da pequena flor, que rompera o solo com uma delicadeza quase ingénua, como se a sua existência fosse um sussurro da natureza, um segredo contado apenas ao coração de quem soubesse escutar.


.


Ela estendeu a mão com suavidade, os dedos pairando sobre as pétalas trémulas.


Não havia pressa, apenas o instante suspenso entre a vontade e a hesitação.


A flor exalava uma fragrância subtil, um cheiro de amanhecer e orvalho, como se carregasse em si a lembrança de um tempo que ainda não chegou.


.


Os seus olhos, cheios de ternura, refletiam a efemeridade daquele momento.


Sabia que, ao colhê-la, interromperia o seu breve ciclo, arrancando-a da raiz que a prendia ao mundo.


Mas talvez fosse essa a essência da beleza: existir por um sopro, iluminar a vida de alguém e, então, partir.


.


Com um toque leve, os seus dedos fecharam-se ao redor do caule.


Não houve dor, apenas um adeus silencioso.


A flor, agora nas suas mãos, parecia ainda mais frágil, como se compreendesse que oseu destino havia mudado.


.


A jovem sorriu, não de felicidade, mas de gratidão.


Levantou-se devagar, com o cuidado de quem respeita os pequenos milagres da vida.


E, enquanto caminhava, uma brisa suave fez com que algumas pétalas se desprendessem e dançassem pelo ar, livres, como se tivessem escolhido o seu próprio voo.


.


Texto & Ilustração digital: ©MárioSilva


.


.

"A Jovem colhendo uma flor campestre" - Mário Silva (IA)

"A Jovem colhendo uma flor campestre"


Mário Silva (IA)


24Mar Colheita de uma flor_ms


A terra húmida beijava-lhe os pés descalços, e o vento, tímido, acariciava os fios soltos do seu cabelo.


A jovem ajoelhava-se diante da pequena flor, que rompera o solo com uma delicadeza quase ingénua, como se a sua existência fosse um sussurro da natureza, um segredo contado apenas ao coração de quem soubesse escutar.


.


Ela estendeu a mão com suavidade, os dedos pairando sobre as pétalas trémulas.


Não havia pressa, apenas o instante suspenso entre a vontade e a hesitação.


A flor exalava uma fragrância subtil, um cheiro de amanhecer e orvalho, como se carregasse em si a lembrança de um tempo que ainda não chegou.


.


Os seus olhos, cheios de ternura, refletiam a efemeridade daquele momento.


Sabia que, ao colhê-la, interromperia o seu breve ciclo, arrancando-a da raiz que a prendia ao mundo.


Mas talvez fosse essa a essência da beleza: existir por um sopro, iluminar a vida de alguém e, então, partir.


.


Com um toque leve, os seus dedos fecharam-se ao redor do caule.


Não houve dor, apenas um adeus silencioso.


A flor, agora nas suas mãos, parecia ainda mais frágil, como se compreendesse que oseu destino havia mudado.


.


A jovem sorriu, não de felicidade, mas de gratidão.


Levantou-se devagar, com o cuidado de quem respeita os pequenos milagres da vida.


E, enquanto caminhava, uma brisa suave fez com que algumas pétalas se desprendessem e dançassem pelo ar, livres, como se tivessem escolhido o seu próprio voo.


.


Texto & Ilustração digital: ©MárioSilva


.


.

"Torre de menagem do Castelo de Chaves" - Mário Lino

  "Torre de menagem do Castelo de Chaves" Mário Lino A pintura apresenta uma bela interpretação pictórica do monumento mais embl...

Mensagens