terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Inteligência Artificial na arte (AI Art ou Generative Art)

Inteligência Artificial na arte


(AI Art ou Generative Art)



O uso de Inteligência Artificial na arte (frequentemente chamado de AI Art ou Generative Art) tem explodido, transformando o conceito de autoria e criatividade.


Abaixo, listo alguns dos artistas mais influentes que utilizam a IA, com foco especial naqueles que abordam a pintura ou a estética pictórica, divididos pelas suas abordagens e técnicas.


.


Os Pioneiros e a Pintura Robótica


Estes artistas focam-se na materialização física da obra, usando robôs para aplicar tinta sobre tela.


Sougwen Chung:


A Abordagem: É talvez a figura mais proeminente na colaboração direta "humano-máquina".


Ela pinta em palco ao lado de braços robóticos (que ela chama de D.O.U.G.) que "aprendem" o estilo do traço dela em tempo real e desenham/pintam em sincronia.


Obras Notáveis: Série Drawing Operations.


O seu trabalho é fascinante porque mantém a performance física da pintura.


.


Harold Cohen (1928–2016):


A Abordagem: O grande pioneiro.


Começou nos anos 70 a desenvolver o AARON, um programa de IA capaz de tomar decisões de composição e cor.


Cohen construiu máquinas de pintura físicas para que o AARON pudesse pintar em telas reais, não apenas em ecrãs.


Estilo: As obras do AARON evoluíram de traços abstratos a preto e branco para pinturas coloridas e figurativas de plantas e pessoas.


.


A "Pintura Neural" e Estética Digital


Estes artistas usam algoritmos (como GANs - Redes Adversárias Generativas) para criar imagens digitais que evocam a textura, o erro e a fluidez da pintura a óleo ou aguarela.


.


Refik Anadol:


A Abordagem: Utiliza conjuntos de dados massivos (milhões de imagens de arquivos, dados climáticos, memórias cerebrais) para criar o que chama de "Esculturas de Dados" e "Pinturas Neurais".


Estilo: As suas obras parecem pinturas vivas, em constante movimento e mutação, muitas vezes projetadas em paredes gigantes (video mapping).


Obra Famosa: Unsupervised (exibida no MoMA), onde a IA "sonha" novas obras baseadas na coleção do museu.


.


Mario Klingemann:


A Abordagem: Um pioneiro no uso de redes neurais para criar "glitch art" e retratos.


Ele foca-se no erro da máquina e no surrealismo.


Estilo: Cria retratos que se assemelham a pinturas a óleo clássicas de Francis Bacon, mas que se derretem e transformam em tempo real (ex: Memories of Passersby I).


.


Robbie Barrat:


A Abordagem: Ficou famoso muito jovem por treinar redes neurais com pinturas clássicas de paisagens e nus artísticos.


Obras Notáveis: A sua série de "Paisagens" e "Nus" gerados por IA mostra como a máquina tenta (e falha de forma bela) interpretar formas humanas e naturais, criando manchas de cor que parecem impressionistas.


.


A IA como "Autor" Autónomo


Ahmed Elgammal (AICAN):


A Abordagem: Professor e cientista que criou o AICAN, um algoritmo programado não para copiar estilos passados, mas para criar obras que sejam "novas" o suficiente para não serem classificadas em estilos existentes, mas familiares o suficiente para serem arte.


Estilo: As obras do AICAN têm uma estética muito pictórica, muitas vezes lembrando o expressionismo abstrato.


.


A Abordagem dos Dados (Dataset Art)


Anna Ridler:


A Abordagem: Ao contrário de outros que usam bases de dados da internet, Ridler fotografa e cria os seus próprios dados (ex: milhares de tulipas).


Ela usa a IA para gerar vídeos que parecem pinturas em movimento.


Estilo: O seu trabalho Mosaic Virus liga a forma das tulipas à cotação das criptomoedas, gerando uma "pintura" floral que evolui com o mercado financeiro.


.


Resumo Técnico Rápido


Para entender como eles trabalham, a maioria utiliza uma tecnologia chamada GAN (Generative Adversarial Network). Imagine isto como dois "pintores" digitais competindo:


O Gerador tenta criar uma pintura falsa.


O Discriminador tenta adivinhar se a pintura é feita por um humano ou pela máquina.


Eles repetem isto milhões de vezes até a máquina criar algo indistinguível da arte humana.


.


Texto, Pintura digital, Vídeo & Música: ©MárioSilva


.


.

Inteligência Artificial na arte (AI Art ou Generative Art)

Inteligência Artificial na arte


(AI Art ou Generative Art)



O uso de Inteligência Artificial na arte (frequentemente chamado de AI Art ou Generative Art) tem explodido, transformando o conceito de autoria e criatividade.


Abaixo, listo alguns dos artistas mais influentes que utilizam a IA, com foco especial naqueles que abordam a pintura ou a estética pictórica, divididos pelas suas abordagens e técnicas.


.


Os Pioneiros e a Pintura Robótica


Estes artistas focam-se na materialização física da obra, usando robôs para aplicar tinta sobre tela.


Sougwen Chung:


A Abordagem: É talvez a figura mais proeminente na colaboração direta "humano-máquina".


Ela pinta em palco ao lado de braços robóticos (que ela chama de D.O.U.G.) que "aprendem" o estilo do traço dela em tempo real e desenham/pintam em sincronia.


Obras Notáveis: Série Drawing Operations.


O seu trabalho é fascinante porque mantém a performance física da pintura.


.


Harold Cohen (1928–2016):


A Abordagem: O grande pioneiro.


Começou nos anos 70 a desenvolver o AARON, um programa de IA capaz de tomar decisões de composição e cor.


Cohen construiu máquinas de pintura físicas para que o AARON pudesse pintar em telas reais, não apenas em ecrãs.


Estilo: As obras do AARON evoluíram de traços abstratos a preto e branco para pinturas coloridas e figurativas de plantas e pessoas.


.


A "Pintura Neural" e Estética Digital


Estes artistas usam algoritmos (como GANs - Redes Adversárias Generativas) para criar imagens digitais que evocam a textura, o erro e a fluidez da pintura a óleo ou aguarela.


.


Refik Anadol:


A Abordagem: Utiliza conjuntos de dados massivos (milhões de imagens de arquivos, dados climáticos, memórias cerebrais) para criar o que chama de "Esculturas de Dados" e "Pinturas Neurais".


Estilo: As suas obras parecem pinturas vivas, em constante movimento e mutação, muitas vezes projetadas em paredes gigantes (video mapping).


Obra Famosa: Unsupervised (exibida no MoMA), onde a IA "sonha" novas obras baseadas na coleção do museu.


.


Mario Klingemann:


A Abordagem: Um pioneiro no uso de redes neurais para criar "glitch art" e retratos.


Ele foca-se no erro da máquina e no surrealismo.


Estilo: Cria retratos que se assemelham a pinturas a óleo clássicas de Francis Bacon, mas que se derretem e transformam em tempo real (ex: Memories of Passersby I).


.


Robbie Barrat:


A Abordagem: Ficou famoso muito jovem por treinar redes neurais com pinturas clássicas de paisagens e nus artísticos.


Obras Notáveis: A sua série de "Paisagens" e "Nus" gerados por IA mostra como a máquina tenta (e falha de forma bela) interpretar formas humanas e naturais, criando manchas de cor que parecem impressionistas.


.


A IA como "Autor" Autónomo


Ahmed Elgammal (AICAN):


A Abordagem: Professor e cientista que criou o AICAN, um algoritmo programado não para copiar estilos passados, mas para criar obras que sejam "novas" o suficiente para não serem classificadas em estilos existentes, mas familiares o suficiente para serem arte.


Estilo: As obras do AICAN têm uma estética muito pictórica, muitas vezes lembrando o expressionismo abstrato.


.


A Abordagem dos Dados (Dataset Art)


Anna Ridler:


A Abordagem: Ao contrário de outros que usam bases de dados da internet, Ridler fotografa e cria os seus próprios dados (ex: milhares de tulipas).


Ela usa a IA para gerar vídeos que parecem pinturas em movimento.


Estilo: O seu trabalho Mosaic Virus liga a forma das tulipas à cotação das criptomoedas, gerando uma "pintura" floral que evolui com o mercado financeiro.


.


Resumo Técnico Rápido


Para entender como eles trabalham, a maioria utiliza uma tecnologia chamada GAN (Generative Adversarial Network). Imagine isto como dois "pintores" digitais competindo:


O Gerador tenta criar uma pintura falsa.


O Discriminador tenta adivinhar se a pintura é feita por um humano ou pela máquina.


Eles repetem isto milhões de vezes até a máquina criar algo indistinguível da arte humana.


.


Texto, Pintura digital, Vídeo & Música: ©MárioSilva


.


.

"Maternidade" - Mário Silva (IA)

"Maternidade"


Mário Silva (IA)


09Dez Maternidade_ms.jpg


A pintura digital de Mário Silva é uma representação serena e estilizada da gravidez.


A obra utiliza um estilo que se aproxima do minimalismo e da “arte déco”, com linhas limpas e contornos fortes, e uma paleta de cores sóbria e suave.


.


O plano principal é ocupado pela figura de uma mulher grávida, parcialmente nua, em posição ligeiramente curvada e com as mãos a protegerem a barriga proeminente, num gesto de ternura e contemplação.


O seu rosto, inclinado e com os olhos semicerrados, sugere introspeção e calma.


O cabelo escuro e solto contrasta com os tons claros e cremes da pele.


.


O fundo é abstrato, composto por grandes manchas de cor em tons de azul-esverdeado, verde-azeitona e bege, que evocam um ambiente natural e tranquilo, ou talvez uma cortina protetora.


Um círculo claro no canto superior esquerdo pode representar o sol, a lua ou um halo de luz, simbolizando a vida e a pureza.


A simplicidade das formas e a paleta de cores criam uma atmosfera de paz, dignidade e celebração da vida.


.


Maternidade: O Desafio do Parto e a Odisseia da Mão-de-Obra (Rodoviária) em Portugal


A pintura "Maternidade" de Mário Silva, com a sua quietude e celebração da vida, oferece um contraste dramático e, ironicamente, doloroso com uma das realidades mais prementes e preocupantes do serviço nacional de saúde em Portugal: o aumento dos partos que ocorrem em condições precárias, longe do bloco de partos – em ambulâncias, carros particulares ou mesmo à porta do hospital.


.


O quadro evoca a tranquilidade desejada, mas a realidade dos partos "fora do sítio" reflete a alta tensão e a fragilidade do sistema de cuidados de saúde maternos no país.


.


O Fenómeno do Parto "Rodoviário"


Nos últimos anos, os casos de partos ocorridos em ambulâncias ou viaturas particulares atingiram números que alarmam a sociedade.


Esta situação não é um mero acaso isolado, mas sim o sintoma de uma crise com raízes profundas, ligada à forma como os serviços de obstetrícia estão organizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Encerramento de Blocos de Parto: A principal razão para esta odisseia é a política de fecho ou concentração de blocos de parto, especialmente nas zonas do interior ou nas periferias dos grandes centros urbanos.


Estes encerramentos, justificados pela carência de recursos humanos (médicos e enfermeiros especializados) e pela necessidade de garantir a segurança em unidades de maior volume, obrigam as mães a percorrer distâncias cada vez maiores para chegarem ao hospital de referência.


O Fator Geográfico: Em regiões com grandes distâncias e infraestruturas rodoviárias limitadas (como o interior de Trás-os-Montes ou partes do Alentejo), o tempo de deslocação torna-se crítico.


Quando um trabalho de parto evolui rapidamente, os minutos gastos na estrada transformam a ambulância no único local disponível.


Carência de Recursos: A falta de obstetras e de enfermeiros especialistas é crónica.


A dificuldade em fixar estes profissionais em hospitais menos centrais leva à insuficiência de escalas e ao encerramento temporário ou permanente de serviços, forçando o reencaminhamento de utentes e sobrecarregando os hospitais que permanecem abertos.


.


O Contraste entre a Arte e a Realidade


A pintura "Maternidade" idealiza o momento do nascimento, sugerindo uma transição suave e protegida, onde a mulher é o centro de um universo calmo.


A realidade dos partos no carro ou na ambulância é o extremo oposto:


Stresse e Risco: O parto de emergência sem o ambiente controlado de um hospital aumenta o risco de infeção e complicações para a mãe e para o bebé.


A Solidão e a Improvisação: O parto torna-se um evento de alta ansiedade e improvisação, muitas vezes assistido por paramédicos competentes, mas sem o equipamento e o staff de suporte necessários.


A mulher perde a dignidade e a segurança que lhe deveriam ser asseguradas.


.


A Urgência da Intervenção


O elevado número de partos "rodoviários" é um indicador de falha na equidade e acessibilidade dos cuidados de saúde.


Numa sociedade que valoriza a vida e a família, garantir que o ato de dar à luz ocorra em condições de segurança e humanização é uma prioridade inadiável.


.


A arte de Mário Silva celebra a mãe; a política pública tem o dever de celebrar e proteger esse ato, garantindo que o palco para o início da vida seja o bloco de partos, e não o banco traseiro de uma ambulância.


.


Texto & Pintura digital: ©MárioSilva


.


.

"Maternidade" - Mário Silva (IA)

"Maternidade"


Mário Silva (IA)


09Dez Maternidade_ms.jpg


A pintura digital de Mário Silva é uma representação serena e estilizada da gravidez.


A obra utiliza um estilo que se aproxima do minimalismo e da “arte déco”, com linhas limpas e contornos fortes, e uma paleta de cores sóbria e suave.


.


O plano principal é ocupado pela figura de uma mulher grávida, parcialmente nua, em posição ligeiramente curvada e com as mãos a protegerem a barriga proeminente, num gesto de ternura e contemplação.


O seu rosto, inclinado e com os olhos semicerrados, sugere introspeção e calma.


O cabelo escuro e solto contrasta com os tons claros e cremes da pele.


.


O fundo é abstrato, composto por grandes manchas de cor em tons de azul-esverdeado, verde-azeitona e bege, que evocam um ambiente natural e tranquilo, ou talvez uma cortina protetora.


Um círculo claro no canto superior esquerdo pode representar o sol, a lua ou um halo de luz, simbolizando a vida e a pureza.


A simplicidade das formas e a paleta de cores criam uma atmosfera de paz, dignidade e celebração da vida.


.


Maternidade: O Desafio do Parto e a Odisseia da Mão-de-Obra (Rodoviária) em Portugal


A pintura "Maternidade" de Mário Silva, com a sua quietude e celebração da vida, oferece um contraste dramático e, ironicamente, doloroso com uma das realidades mais prementes e preocupantes do serviço nacional de saúde em Portugal: o aumento dos partos que ocorrem em condições precárias, longe do bloco de partos – em ambulâncias, carros particulares ou mesmo à porta do hospital.


.


O quadro evoca a tranquilidade desejada, mas a realidade dos partos "fora do sítio" reflete a alta tensão e a fragilidade do sistema de cuidados de saúde maternos no país.


.


O Fenómeno do Parto "Rodoviário"


Nos últimos anos, os casos de partos ocorridos em ambulâncias ou viaturas particulares atingiram números que alarmam a sociedade.


Esta situação não é um mero acaso isolado, mas sim o sintoma de uma crise com raízes profundas, ligada à forma como os serviços de obstetrícia estão organizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Encerramento de Blocos de Parto: A principal razão para esta odisseia é a política de fecho ou concentração de blocos de parto, especialmente nas zonas do interior ou nas periferias dos grandes centros urbanos.


Estes encerramentos, justificados pela carência de recursos humanos (médicos e enfermeiros especializados) e pela necessidade de garantir a segurança em unidades de maior volume, obrigam as mães a percorrer distâncias cada vez maiores para chegarem ao hospital de referência.


O Fator Geográfico: Em regiões com grandes distâncias e infraestruturas rodoviárias limitadas (como o interior de Trás-os-Montes ou partes do Alentejo), o tempo de deslocação torna-se crítico.


Quando um trabalho de parto evolui rapidamente, os minutos gastos na estrada transformam a ambulância no único local disponível.


Carência de Recursos: A falta de obstetras e de enfermeiros especialistas é crónica.


A dificuldade em fixar estes profissionais em hospitais menos centrais leva à insuficiência de escalas e ao encerramento temporário ou permanente de serviços, forçando o reencaminhamento de utentes e sobrecarregando os hospitais que permanecem abertos.


.


O Contraste entre a Arte e a Realidade


A pintura "Maternidade" idealiza o momento do nascimento, sugerindo uma transição suave e protegida, onde a mulher é o centro de um universo calmo.


A realidade dos partos no carro ou na ambulância é o extremo oposto:


Stresse e Risco: O parto de emergência sem o ambiente controlado de um hospital aumenta o risco de infeção e complicações para a mãe e para o bebé.


A Solidão e a Improvisação: O parto torna-se um evento de alta ansiedade e improvisação, muitas vezes assistido por paramédicos competentes, mas sem o equipamento e o staff de suporte necessários.


A mulher perde a dignidade e a segurança que lhe deveriam ser asseguradas.


.


A Urgência da Intervenção


O elevado número de partos "rodoviários" é um indicador de falha na equidade e acessibilidade dos cuidados de saúde.


Numa sociedade que valoriza a vida e a família, garantir que o ato de dar à luz ocorra em condições de segurança e humanização é uma prioridade inadiável.


.


A arte de Mário Silva celebra a mãe; a política pública tem o dever de celebrar e proteger esse ato, garantindo que o palco para o início da vida seja o bloco de partos, e não o banco traseiro de uma ambulância.


.


Texto & Pintura digital: ©MárioSilva


.


.

"Torre de menagem do Castelo de Chaves" - Mário Lino

  "Torre de menagem do Castelo de Chaves" Mário Lino A pintura apresenta uma bela interpretação pictórica do monumento mais embl...

Mensagens