sexta-feira, 25 de julho de 2025

"A Francesinha à moda do Porto" – Mário Silva (IA) e uma estorietazinha

"A Francesinha à moda do Porto"


Mário Silva (IA)


... e uma estorietazinha


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A pintura digital "A Francesinha à moda do Porto" de Mário Silva retrata um momento de puro prazer gastronómico.


Em primeiro plano, um prato de Francesinha, monumental e fumegante, é servido por um empregado.


A sanduíche, coberta por um molho alaranjado e queijo derretido, ocupa o centro da composição.


Ao fundo, um homem sorridente e de olhos brilhantes observa a chegada do prato, num ambiente de restaurante com iluminação quente.


A obra é executada com uma técnica que simula pinceladas densas e texturizadas, conferindo-lhe uma qualidade pictórica e apelativa.


.


Estória Hilariante com Base na Pintura: "A Francesinha à moda do Porto"


Horácio era um homem de rotinas, e a sua rotina preferida era a de devorar uma francesinha semanalmente.


Não uma francesinha qualquer, mas “A francesinha”, a da Casa do Refúgio do Zé, em Valbom.


Era um templo para ele, um santuário de colesterol e felicidade.


.


Naquele dia, Horácio sentia-se especialmente faminto.


Tinha feito dieta de “ar” durante duas horas de caminhada matinal (ou pelo menos era o que ele dizia à sua mulher, Rosinha).


Mal pisou o limiar do Refúgio do Zé, os seus olhos brilharam com a antecipação.


Sentou-se no seu lugar habitual, o que ficava mais perto da cozinha, para sentir os vapores divinos do molho.


.


- A de sempre, Horácio? -  perguntou o Zé, o empregado, já com a caneta a postos e um sorriso que conhecia o vício.


.


- Zé, hoje, a de sempre, mas com um bocado extra de molho e, já agora, queijo, muito queijo.


E se puder vir com uma nuvem de fumo que pareça uma sauna para a sanduíche, melhor! - disse Horácio, com um entusiasmo quase infantil.


.


O Zé riu.


Conhecia Horácio há anos e sabia que o entusiasmo dele era inversamente proporcional ao seu bom senso nutricional.


.


Minutos depois (que para Horácio pareceram horas geológicas), Zé surgiu com o prato.


A pintura de Mário Silva capta precisamente esse instante apoteótico.


O molho escorria em cascatas douradas, o queijo burbulhava e o vapor, ah, o vapor!


Parecia que a francesinha tinha acabado de sair de um vulcão gastronómico.


Era uma montanha, uma fortaleza, um monumento de pão, linguiça, fiambre, bife e queijo, tudo a nadar num mar de molho, no prato de bordas azuis e brancas.


.


Os olhos de Horácio arregalaram-se.


Ele inclinou-se para a frente, um sorriso de orelha a orelha rasgou-lhe o rosto.


Não era apenas comida; era uma obra de arte, uma epifania culinária.


Aquele brilho nos seus olhos era o brilho do puro êxtase.


Mal o Zé pousou o prato na mesa de madeira, Horácio já tinha os talheres na mão, quase tremendo de ansiedade.


.


- Está perfeita, Zé! Perfeita! - exclamou Horácio, com a voz embargada pela emoção e pela salivação excessiva.


.


Zé riu novamente.


- Vá com calma, Horácio, não se engasgue. Não queremos que a sua mulher me venha cá dar um sermão amanhã por excesso de molho.


.


Horácio nem o ouviu.


Já tinha cortado o primeiro pedaço.


O queijo esticou-se num fio infinito, o molho quente queimou-lhe um pouco a língua, mas era uma dor doce, uma dor de prazer.


Mordeu.


Fechou os olhos.


Um suspiro profundo escapou-lhe.


Podia ouvir o anjo da guarda a chorar num canto, mas quem se importava?


Naquele momento, Horácio era o homem mais feliz de Valbom, o rei da francesinha, coroado pelo queijo derretido e abençoado pelo molho mágico.


Sabia que a Rosinha o esperava em casa com a sua salada de alface e tomate, mas ele já tinha a sua dose de felicidade para a semana.


E que felicidade!


.


A vida, pensou Horácio, era feita destes pequenos (e muito grandes) momentos.


E prometeu a si mesmo que, mesmo que o médico o pusesse de castigo, nunca, jamais, abandonaria a sua rotina sagrada.


Afinal, a felicidade tinha um nome: Francesinha à moda do Porto. E um sabor inesquecível.


.


Texto & Fotografia: ©MárioSilva


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"A Francesinha à moda do Porto" – Mário Silva (IA) e uma estorietazinha

"A Francesinha à moda do Porto"


Mário Silva (IA)


... e uma estorietazinha


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A pintura digital "A Francesinha à moda do Porto" de Mário Silva retrata um momento de puro prazer gastronómico.


Em primeiro plano, um prato de Francesinha, monumental e fumegante, é servido por um empregado.


A sanduíche, coberta por um molho alaranjado e queijo derretido, ocupa o centro da composição.


Ao fundo, um homem sorridente e de olhos brilhantes observa a chegada do prato, num ambiente de restaurante com iluminação quente.


A obra é executada com uma técnica que simula pinceladas densas e texturizadas, conferindo-lhe uma qualidade pictórica e apelativa.


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Estória Hilariante com Base na Pintura: "A Francesinha à moda do Porto"


Horácio era um homem de rotinas, e a sua rotina preferida era a de devorar uma francesinha semanalmente.


Não uma francesinha qualquer, mas “A francesinha”, a da Casa do Refúgio do Zé, em Valbom.


Era um templo para ele, um santuário de colesterol e felicidade.


.


Naquele dia, Horácio sentia-se especialmente faminto.


Tinha feito dieta de “ar” durante duas horas de caminhada matinal (ou pelo menos era o que ele dizia à sua mulher, Rosinha).


Mal pisou o limiar do Refúgio do Zé, os seus olhos brilharam com a antecipação.


Sentou-se no seu lugar habitual, o que ficava mais perto da cozinha, para sentir os vapores divinos do molho.


.


- A de sempre, Horácio? -  perguntou o Zé, o empregado, já com a caneta a postos e um sorriso que conhecia o vício.


.


- Zé, hoje, a de sempre, mas com um bocado extra de molho e, já agora, queijo, muito queijo.


E se puder vir com uma nuvem de fumo que pareça uma sauna para a sanduíche, melhor! - disse Horácio, com um entusiasmo quase infantil.


.


O Zé riu.


Conhecia Horácio há anos e sabia que o entusiasmo dele era inversamente proporcional ao seu bom senso nutricional.


.


Minutos depois (que para Horácio pareceram horas geológicas), Zé surgiu com o prato.


A pintura de Mário Silva capta precisamente esse instante apoteótico.


O molho escorria em cascatas douradas, o queijo burbulhava e o vapor, ah, o vapor!


Parecia que a francesinha tinha acabado de sair de um vulcão gastronómico.


Era uma montanha, uma fortaleza, um monumento de pão, linguiça, fiambre, bife e queijo, tudo a nadar num mar de molho, no prato de bordas azuis e brancas.


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Os olhos de Horácio arregalaram-se.


Ele inclinou-se para a frente, um sorriso de orelha a orelha rasgou-lhe o rosto.


Não era apenas comida; era uma obra de arte, uma epifania culinária.


Aquele brilho nos seus olhos era o brilho do puro êxtase.


Mal o Zé pousou o prato na mesa de madeira, Horácio já tinha os talheres na mão, quase tremendo de ansiedade.


.


- Está perfeita, Zé! Perfeita! - exclamou Horácio, com a voz embargada pela emoção e pela salivação excessiva.


.


Zé riu novamente.


- Vá com calma, Horácio, não se engasgue. Não queremos que a sua mulher me venha cá dar um sermão amanhã por excesso de molho.


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Horácio nem o ouviu.


Já tinha cortado o primeiro pedaço.


O queijo esticou-se num fio infinito, o molho quente queimou-lhe um pouco a língua, mas era uma dor doce, uma dor de prazer.


Mordeu.


Fechou os olhos.


Um suspiro profundo escapou-lhe.


Podia ouvir o anjo da guarda a chorar num canto, mas quem se importava?


Naquele momento, Horácio era o homem mais feliz de Valbom, o rei da francesinha, coroado pelo queijo derretido e abençoado pelo molho mágico.


Sabia que a Rosinha o esperava em casa com a sua salada de alface e tomate, mas ele já tinha a sua dose de felicidade para a semana.


E que felicidade!


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A vida, pensou Horácio, era feita destes pequenos (e muito grandes) momentos.


E prometeu a si mesmo que, mesmo que o médico o pusesse de castigo, nunca, jamais, abandonaria a sua rotina sagrada.


Afinal, a felicidade tinha um nome: Francesinha à moda do Porto. E um sabor inesquecível.


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Texto & Fotografia: ©MárioSilva


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