"As traquinices do gato preto" (estória)
Mário Silva (IA)

A pintura digital de Mário Silva, intitulada "As traquinices do gato preto", retrata um gato preto brincalhão numa casa de banho, causando uma bagunça com os rolos de papel higiénico.
O gato está empoleirado na borda de uma sanita com a tampa levantada, segurando e desenrolando o papel com as suas patas.
Vários pedaços de papel estão espalhados pelo chão, e o fundo apresenta uma parede decorada com um padrão de colcha de retalhos colorida, em tons de rosa, amarelo, azul e vermelho, criando um contraste vibrante com o pelo escuro do gato.
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Numa pequena casa de campo, onde as paredes eram adornadas com colchas de retalhos costuradas à mão, vivia um gato preto chamado “Sombra”.
Ele era conhecido pela sua curiosidade insaciável e pela sua habilidade de transformar qualquer canto da casa num palco para as suas travessuras.
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Certa manhã, enquanto a dona da casa, Dona Clara, preparava o café na cozinha, “Sombra” decidiu explorar a casa de banho.
A sanita, com a tampa aberta, parecia um trono perfeito para o pequeno felino.
Ao lado, um rolo de papel higiénico pendurado na parede chamou a sua atenção.
Os seus olhos dourados brilharam com um misto de travessura e determinação.
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Com um salto ágil, “Sombra” subiu na borda da sanita e começou a bater no rolo de papel com as patas.
O papel começou a desenrolar-se, e o gato, encantado com o movimento, puxou ainda mais.
Em poucos minutos, o chão da casa de banho estava coberto de tiras brancas, como se uma nevada de papel tivesse caído ali.
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“Sombra”, agora enrolado em pedaços de papel, parecia um rei no seu castelo de travessuras, miando de satisfação.
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Dona Clara, ao ouvir o barulho, correu para a casa de banho e deu de caras com a bagunça.
"Sombra, seu danadinho!" exclamou ela, tentando segurar o riso.
O gato, sem demonstrar nenhum arrependimento, apenas olhou para ela com os seus olhos brilhantes e deu um salto para o colo de Clara, ronronando como se pedisse desculpas.
Apesar da bagunça, Clara não resistiu ao charme de “Sombra” e decidiu que, talvez, um pouco de travessura fosse o preço de ter um amigo tão especial.
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E assim, “Sombra” continuou as suas aventuras pela casa, sempre encontrando novas formas de transformar o comum em caos, para a alegria (e às vezes desespero) de Dona Clara.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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