segunda-feira, 18 de agosto de 2025

"Castelos de areia" – Mário Silva (IA)

"Castelos de areia"


Mário Silva (IA)


18Ago PPR0AjXOKxThGE8IzKRR--0--7iphk_ms


A pintura digital "Castelos de areia" de Mário Silva retrata uma menina de chapéu de palha e vestido florido, agachada na areia, a construir castelos de areia.


A cena passa-se numa praia ensolarada, com o mar de águas azul-turquesa e ondas brancas em segundo plano.


O céu, salpicado por nuvens brancas, e as águas do mar, que se encontram agitadas, contrastam com a serenidade da menina e o brilho da areia.


A obra é executada com pinceladas texturizadas e visíveis, que conferem uma qualidade expressiva e luminosa à cena.


.


Estória: "Castelos de areia"


O mundo da pequena Rita era feito de areia e sol.


Aquele dia, na Praia do Búzio Azul, era o cenário perfeito para as suas grandes construções.


Com o seu chapéu de palha a proteger o rosto da luz forte e o vestido florido a voar ligeiramente com a brisa, Rita agachou-se na areia húmida e fria, os dedos pequenos e ágeis a dar forma a um reino.


.


A pintura de Mário Silva captava-a naquele instante de pura concentração.


As suas mãos, sujas de areia, moldavam torres e muralhas, enquanto um sorriso discreto lhe curvava os lábios.


O mar, ao fundo, com o seu barulho constante e a sua fúria controlada, era o seu vizinho, o seu reino oposto, o adversário que um dia desafiaria as suas construções.


A areia, para ela, não era apenas pequenos grãos; era o barro da sua imaginação.


.


Rita tinha um plano.


O castelo da direita, com as suas duas torres, seria a residência da princesa Coração Valente, a sua personagem favorita.


O castelo da esquerda, mais largo e robusto, seria a fortaleza do cavaleiro Coragem, o seu protetor.


E o pequeno castelo no meio, ainda por terminar, seria o mercado, onde o povo do seu reino se encontraria.


A cada concha que encontrava, colocava-a no topo de uma torre, um símbolo de poder e de beleza.


.


A mãe, ao longe, lia um livro sob um guarda-sol.


O pai, um ponto distante na água, acenava-lhe.


Mas Rita estava no seu mundo, um mundo onde era a rainha, a arquiteta e a construtora de um império.


O sol batia no seu chapéu e fazia-lhe brilhar o cabelo, tal como as pinceladas de Mário Silva o faziam brilhar na tela.


.


De repente, sentiu a água fria a beijar os seus pés.


Era uma onda, mais atrevida que as outras.


Ela olhou para o mar e depois para os seus castelos.


Sabia o que se avizinhava.


Mas o medo não a tocou.


Na sua mente, o seu reino era eterno.


Mesmo que as ondas o levassem, ele existiria na sua imaginação.


.


A onda recuou e deixou um rasto de espuma branca, poupando por enquanto a sua fortaleza.


Rita sorriu.


Pegou no seu pequeno balde e, com um renovado entusiasmo, começou a reforçar as muralhas.


Porque, como ela sabia, um castelo de areia não se constrói para ser eterno.


Constrói-se para ser vivido e sonhado, e a sua verdadeira beleza não reside na sua permanência, mas na alegria da sua criação.


E a de Rita, naquele dia, era infinita.


.


Texto & Fotografia: ©MárioSilva


.


.

Sem comentários:

Enviar um comentário

"Torre de menagem do Castelo de Chaves" - Mário Lino

  "Torre de menagem do Castelo de Chaves" Mário Lino A pintura apresenta uma bela interpretação pictórica do monumento mais embl...

Mensagens