quinta-feira, 13 de novembro de 2025

"Fragmento de uma coluna romana encontrada na Cabianca (com referências a Aqua Frigidae)" - uma estória- Mário Silva (IA)

"Fragmento de uma coluna romana encontrada na Cabianca


(com referências a Aqua Frigidae)" - uma estória


Mário Silva (IA)


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A gravura digital de Mário Silva foca-se num fragmento de uma coluna de pedra de tonalidade clara, provavelmente granito, coberta por inscrições antigas que evocam o latim romano.


A superfície da pedra mostra sinais de desgaste e erosão, que o tempo infligiu, mas as letras esculpidas mantêm uma legibilidade notável, algumas mais nítidas que outras.


Entre os caracteres visíveis, destacam-se palavras como "FRIGIDAS", "AQUQUWAALA" (ou "AQUALADA"), e outras que parecem ser nomes ou referências a locais e pessoas.


A luz incide diretamente sobre a coluna, acentuando a textura da pedra e o relevo das inscrições, conferindo à peça uma aura de antiguidade e mistério.


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Uma Estória Épico-Histórica: A Promessa da Água e o Legado de Aqualado


Nos tempos em que a águia romana estendia as suas asas sobre a Península Ibérica, forjando estradas e cidades onde antes reinavam apenas trilhos e castros, a região da Cabianca era um lugar de belezas agrestes e recursos ocultos.


Ali, entre as colinas ondulantes e os rios de águas límpidas, habitava uma tribo cujo espírito era tão indomável quanto as suas terras.


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Foi no ano de 160 d.C., sob o império de Antonino Pio, que a Legio X Gemina, aquartelada nas proximidades, enviou engenheiros e geógrafos para mapear as riquezas hídricas da província.


A sua missão: encontrar fontes de águas límpidas e frias, as AQUAE FRIGIDAE, essenciais para as termas, para a agricultura e para a saúde dos colonos e legionários.


Foi na Cabianca que encontraram uma nascente de pureza cristalina, um verdadeiro tesouro.


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Mas a nascente não era desabitada.


Protegia-a o povo de AQUALADO, um líder cuja sabedoria era tão profunda quanto as raízes dos carvalhos ancestrais.


Aqualado, embora respeitasse o poder de Roma, via com desconfiança a sua avidez pela terra e pelos recursos.


A nascente era sagrada, a fonte da vida da sua tribo, e ele não a entregaria sem lutar.


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A tensão cresceu entre os engenheiros romanos, que desejavam construir um aqueduto, e os guerreiros nativos de Aqualado.


Um confronto parecia inevitável, mas o destino tinha outros planos.


Uma praga misteriosa começou a assolar as aldeias vizinhas, e até mesmo alguns legionários adoeceram.


Os curandeiros locais estavam perdidos, e os “médicos” romanos, com todos os seus conhecimentos, não encontravam a cura.


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Foi então que Aqualado, movido pela compaixão e pela sua sabedoria ancestral, ofereceu uma solução.


Ele guiou os Romanos até uma gruta escondida junto à nascente das AQUAE FRIGIDAE, onde um conjunto de plantas medicinais crescia em abundância, alimentadas pela água pura.


Ele instruiu-os sobre como preparar uma infusão com essas ervas.


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A cura foi lenta, mas eficaz.


As febres cederam, e a vida voltou às aldeias e ao acampamento romano.


O general romano, impressionado pela humanidade e pelo conhecimento de Aqualado, decidiu homenageá-lo.


Em vez de construir um aqueduto que desviasse a nascente, ele propôs um acordo: a tribo de Aqualado continuaria a ser guardiã das AQUAE FRIGIDAE, e em troca, partilharia o acesso à água e às plantas medicinais.


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Para selar este pacto e comemorar a paz, uma coluna de pedra foi erguida no local da nascente, na Cabianca.


Nela, foram gravados os nomes: "AQUA FRIGIDAS", em honra à nascente que trouxe a cura e a paz.


E por baixo, em reconhecimento e respeito, o nome do bravo líder: "AQUALADO".


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Juntamente com eles, foram inscritas palavras que falavam da AGRICOLARES, a abundância que a água trazia aos campos, e talvez os nomes de testemunhas importantes, como "DERAAN" e "ANGULADA", e até mesmo o nome de uma mulher influente, como a curandeira tribal, "JOANA PRNINIDAA", que ajudou a aplicar os remédios.


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Séculos se passaram.


O império de Roma desvaneceu-se, e as suas estradas e edifícios transformaram-se em ruínas.


Mas a coluna na Cabianca permaneceu, um testemunho de um tempo em que a bravura e a sabedoria de um povo se encontraram com a força de um império, e a promessa da água fria forjou uma paz duradoura.


E mesmo hoje, quem se inclina para beber da nascente na Cabianca, pode sentir o eco da história, e a lembrança de Aqualado, o guardião das Águas Frigidas.


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Texto & Gravura digital: ©MárioSilva


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